Lógica

A lógica é uma parte da filosofia.

Sua definição geral pode ser a seguinte:

"ciência que tem por objeto determinar, por entre todas as operações intelectuais que tendem para o conhecimento do verdadeiro, as que são válidas, e as que não são".

Como um instrumento a serviço das ciências, a lógica preocupa-se fundamentalmente com o aspecto formal de um raciocínio ou argumento.

Hoje a lógica encontra-se dividida em lógica tradicional (origem aristotélica) e lógica moderna – conhecida também como lógica simbólica ou matemática.

Elas não são, porém, duas coisas distintas, pois a lógica tradicional está contida na lógica moderna,essa divisão se deve a razões históricas e didáticas,a contribuição de Aristóteles para a lógica tem importância até os dias atuais,com base em suas idéias, desenvolveram-se as chamadas lógicas tradicionais, que foram incorporadas e desenvolvidas pelos modernos métodos da lógica matemática ou simbólica.

Vejamos algumas de suas noções básicas:

Lógica é a arte que nos faz proceder, com ordem, facilmente e sem erro, no ato próprio da razão e na hora certa, pois tudo só da certo quando somos a pessoa certa na hora certa.

Distinguem-se três operações do espírito:

a simples apreensão (formação do conceito); o juízo (composição e divisão) e o raciocínio.

No raciocínio, é necessário distinguir a matéria, ou, dito de outra forma, os materiais inteligíveis propriamente ditas com os quais o raciocínio é

construído, e a forma, quer dizer, a disposição segundo a qual esses materiais são reunidos.

A simples apreensão é o ato pelo qual nós atingimos, sem nada afirmar ou negar, um objeto inteligível (natureza ou essência).

Pensam-se, por exemplo, "homem", "animal racional", "inteligente" etc.., fazemos um simples ato de apreensão.

O objeto material deste ato é a coisa, qualquer que ela seja, que apreendemos pelo pensamento.

Seu objeto formal é aquilo que é diretamente atingido por ele, é o que chamamos de essência ou natureza, é antes de tudo e por si apresentado à inteligência.

Esse objeto inteligível é incomplexo ou complexo.

Quando o objeto da simples apreensão é uma única essência (ex. "homem"), ele é chamado incomplexo.

Porém, se há várias essências unidas (ex. "um homem vestido de roupas suntuosas"), ele é chamado complexo.

Ao examinarmos um conceito, em termos lógicos, devemos considerar a sua extensão e a sua compreensão.

Vejamos, por exemplo, o conceito homem.

A extensão desse conceito refere-se a todo conjunto de indivíduos aos quais se possa explicar a designação homem,isto é, você, eu, Pedro, Maria, enfim, toda a espécie humana.

Já a compreensão do conceito homem refere-se ao conjunto de qualidades que um indivíduo deve possuir para ser designado pelo termo homem.

 

O conceito homem supõe a necessária existência de uma série de qualidades:

animal, vertebrado, mamífero, bípede, racional, Assim, podemos fixar que a extensão de um conceito refere-se à quantidade de seres por ele designados, enquanto a compreensão diz respeito às qualidades que esses seres possuem para pertencerem ao referido conceito.

Considerando a extensão dos conceitos, o matemático Euler (séc. XVIII) elaborou diagramas que revelam a existência de apenas cinco possibilidades de relacionarmos, em termos lógicos, um par de conceitos, Vejamos:

1. Completa igualdade entre X e Y (todos os X são Y e todos os Y são X).

2. X pertence a Y (todos os X são Y; mas nem todos os Y são X).

3. Y pertence a X (todos os Y são X; mas nem todos os X são Y).

4. Interação parcial entre X e Y (alguns, mas não todos, X são Y e alguns, mas não todos, Y são X).

5. Completa diferenciação entre X e Y (nenhum X é Y e nenhum Y é X).

Quanto a sua compreensão, os conceitos dividem-se em duas classes: concretos e abstratos.

O conceito concreto apresenta ao espírito o que é isto ou aquilo e são absolutos (“o homem") ou conotativos (“‘branco”).

O conceito abstrato apresenta aquilo pelo que uma coisa é isto ou aquilo e são sempre absolutos (ex. "a humanidade").

Quanto à sua extensão, dividem-se em coletivos e divisivos.

Coletivos porque se realizam somente em um grupo tomados em conjunto ou coletivamente. - Ex: família. Pelo contrário, os conceitos divisivos se realizam, nos próprios indivíduos tomados cada um em particular - Ex: soldado.

A distinção do sentido coletivo e do divisivo interessa à teoria do raciocínio: é evidente que se pode dizer com o conceito "homem" tomado divisivamente ou distributivamente:

Os homens são mortais; ora, Pedro é homem; logo Pedro é mortal,Mas o mesmo.

Não se pode afirmar sobre o conceito "senador" tomado coletivamente:

Os senadores são um corpo eleito;.

Ora, Pedro é senador;.

Logo, Pedro é um corpo eleito.

A extensão de um conceito (comum) pode ser restringida sem ser, no entanto limitada a um só sujeito individual determinado, como ao dizermos "algum homem".

O conceito denomina-se particular.

Pelo contrário, quando a extensão do conceito é absolutamente restringida como quando dizemos "todo homem", o conceito é denominado distributivo ou universal.

Universal (distributivo)............................ "Todo homem..."

Conceito comum Particular.................... "Algum homem..."

Conceito singular.................................... "Este homem..."

O termo é um conceito articulado que significa convencionalmente um conceito.

O termo, considerado como parte da argumentação, divide-se em sujeito (que recebe uma determinação por meio do verbo ser) e predicado (que está apoiado no sujeito para determiná-lo).

O termo, considerado como parte da enunciação, divide-se em substantivo e verbo.

O verbo ser significa a existência atualmente exercida (Pedro é), seja enquanto cópula, a relação do predicado com o sujeito.

Em razão da extensão, o termo é singulares, particulares, universais ou indefinidos.

O juízo é o ato pelo qual o espírito compõe afirmando ou divide negando,o ato de julgar (assentimento) recai sobre uma proposição que tem por matéria o sujeito e o predicado, e por forma a cópula (verbo ser).

A cópula "é" ou "não é" tem dupla função.

Na medida em que exprime a composição ou a divisão, e então liga simplesmente o sujeito e o predicado, podemos dizer que tem uma função puramente copulativa.

(ex. "um tesouro está escondido aqui").

Na medida em que exprime o ato vital de assentimento (afirmação ou negação), interiormente realizado pelo espírito, podemos dizer que tem uma função propriamente judicativa.

(Ex. "Pedro não é judeu").

Segundo o que seja a cópula a proposição divide-se em simples (categórica) ou composta (hipotética).

A composta é ela própria aberta ou ocultamente composta,a abertamente composta divide-se em copulativa (cópula e), disjuntiva (cópula ou), e condicional (cópula se).

A ocultamente composta divide-se em exclusiva (somente), exceptiva (salvo...) e reduplicativa (enquanto...).

A oposição das proposições é a afirmação e a negação do mesmo predicado em relação ao mesmo sujeito,existem três espécies de oposição:

contradição (não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo nem falsas ao mesmo tempo.

Ex. "Algum homem é louro" é verdade:

logo é falso que "nenhum homem é louro"), contrariedade (duas contrárias não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo, mas podem ser falsas ao mesmo tempo.

Ex. "Todo homem é justo" é falso, porém isto não prova que "nenhum homem é justo" seja verdade), sub contrariedade (duas contrárias não podem ser falsas ao mesmo tempo, mas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo.

Ex. "Algum homem é justo" é verdade, e isto não prova que "algum homem não é justo" seja falso) e sub alteração (seguem a seguinte ordem:

Se A é verdade, I é verdade; se A é falso, I pode ser verdade.

Se I é verdade, A pode ser falso; se I é falso, A é falso).

O raciocínio como já sabemos é a terceira operação do espírito.

Podemos defini-lo como ato pelo qual o espírito, por meio do que já conhece, adquire um conhecimento novo.

Quando raciocina, o espírito está movido por duas proposições percebidas como verdadeiras, colocando a verdade numa terceira proposição.

Chamamos argumentação o organismo lógico formado por antecedente e o conseqüente, ou seja, um grupamento de proposições das quais uma é significada como inferida pelas outras.

Vejamos um exemplo típico de raciocínio:

1ª premissa – O ser humano é racional.

2ª premissa – Você é ser humano.

Conclusão – Logo, você é racional.

O enunciado de um raciocínio através da linguagem é chamado argumento.

As questões de validade referem-se às relações lógicas entre as proposições que formam um argumento, ou seja, se o argumento é correto ou incorreto do ponto de vista da forma.

Podemos indicar a forma lógica válida de acordo com o seguinte raciocínio:

Se todo X faz parte de Y

Se em todas as partes do dia observamos o sol:

E se Y faz parte de Z
E se a noite é uma das partes do dia
Logo, X faz parte de Z
Logo, à noite, observamos o sol

Em termos lógicos, esse argumento é considerado válido, embora a hipótese expressa em uma de suas premissas seja falsa, bem como falsa é a sua conclusão,Num argumento inválido quanto à lógica, as premissas são inadequadas, para sustentar a conclusão.

Esse tipo de argumento é chamado de falácia.

Vejamos um exemplo de argumento falacioso:

Todos os gatos perfeitos possuem quatro patas (premissa verdadeira) Mimi possui quatro patas (premissa verdadeira) independentemente de serem verdadeiras as premissas desse argumento, trata-se de um argumento falacioso, pois, da 1ª premissa, não é válido concluir que Mimi é um gato perfeito pelo fato de Mimi possuir quatro patas.

Em outras palavras, as premissas desse argumento não oferecem justificativas lógicas para sua conclusão,as falácias construídas de má-fé, com a intenção de enganar, costumam ser chamadas de sofismas.

Podemos perceber que a lógica é um instrumento muito utilizado nos dias atuais, pois, a mídia, os políticos, ou até mesmo nossa família, utilizam-se desses meios argumentativos, verdadeiros ou não, para alcançar o que desejam, isto é, para convencer um outro ser (você, eu, qualquer um) de suas premissas e conclusões.

Hoje a lógica tradicional encontra-se dividida, devido a explosão da matematização (época moderna ), o que gerou o ramo da lógica simbólica ou matemática, mas isso é outro estudo.

Através deste curso pretendemos fazer com que não perca as oportunidades que a vida certamente poderá não mais lhe proporcionar, sendo a pessoa certa, na hora certa e também agindo de forma lógica.

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